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ESSE OUTUBRO NÃO É ROSA

    UMA CAMPANHA DO INSTITUTO UMANIZZARE, NA LUTA PARA GARANTIR QUE TODAS AS MULHERES TENHAM ACESSO E RECEBAM NO SUS O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA A TEMPO DE SALVAREM SUAS VIDAS. 

    ESTA CAMPANHA É TAMBÉM UMA HOMENAGEM A TODAS AS MULHERES QUE ENFRENTAM OU ENFRENTARAM O CÂNCER DE MAMA.

    Este Outubro de 2024 carrega uma mensagem diferente dentro do Instituto Umanizzare. Fátima Rocha, secretária e uma das mulheres assistidas pelo Programa Dona de Mim, acabou de ser diagnosticada com um câncer de mama agressivo. No SUS- DF, o médico que a examinou informou que a previsão de prazo para a realização dos exames necessários para a conclusão do diagnóstico pela rede pública é de noventa dias e que não poderia prever o tempo de espera para início do tratamento. Ocorre que o tipo de tumor de Fátima demanda tratamento imediato. Além disso, ela depende de exames caros, que precisam ser feitos com máxima urgência.

    Esse processo doloroso impulsionou o Instituto a criar um movimento para questionar o poder público a respeito da fila do SUS. O Instituto resolveu então criar uma campanha para mobilizar a sociedade e cobrar ações efetivas das autoridades a fim de que haja agilidade nos trâmites necessários para o início imediato dos tratamentos de câncer de mama e cânceres em geral. Apesar da existência de leis que garantem a conclusão do diagnóstico de suspeita de câncer em até 30 dias e o início do tratamento em 60 dias, a realidade vivida pelas pacientes é totalmente outra. A espera por uma consulta na oncologia do SUS-DF pode levar até 144 dias e uma mastectomia pode levar até 281 dias (dados retirados do site do MPDFT).

    Com toda a sua potência, Fátima decidiu usar a sua história e a sua voz para salvar não só a própria vida, mas as vidas de muitas mulheres. 

    Foi então que o Instituto Umanizzare procurou a Movimenta Filmes para a criação de uma campanha de impacto para ser veiculada no Instagram durante todo o mês de Outubro -2024.

    A campanha liderada pelo Instituto Umanizzare, foi criada e produzida pela Movimenta Filmes em praticamente uma única semana e reuniu todos os esforços de 4 mulheres não só por Fátima mas também por todas as mulheres com câncer que estão na fila do SUS.

    Uma campanha que convoca autoridades e sociedade à ação imediata!

    As estatísticas abaixo mostram que mulheres aguardam meses ou até anos por diagnóstico e tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa espera pode ser devastadora e, muitas vezes, fatal. Importante salientar que as dadas se somam e sobrepõem dependendo do tratamento. Uma mulher pode aguardar 100 dias por uma consulta com oncologista e, na sequência, mais 200 dias para iniciar a quimioterapia, e assim por diante.

    Esse Outubro não é Rosa é uma campanha que escancara a triste realidade das mulheres com câncer nas filas do SUS-DF!

    Dados retirados de: https://mpdft.mp.br/acompanhamento-sus-df/lista-de-espera

    EXAMES
    ● Tempo médio de espera de 231 dias para mastectomia radical com linfadenectomia.
    ● Tempo médio de espera de 166 dias para mastectomia simples.
    ● Tempo médio de espera de 186 dias para biópsia cirúrgica de mama.
    ● Tempo médio de espera de 58 dias para mamografia.
    ● Tempo médio de espera de 93 dias para ecografia de mama.

    CONSULTAS
    ● Tempo médio de espera de 68 dias para consulta com mastologista (há pacientes esperando há 215 dias e pacientes de prioridade 1 esperando há 64 dias).
    ● Tempo médio de espera de 114 dias para consulta com oncologista (há pacientes esperando há 156 dias e há pacientes prioridade 1 esperando há 114 dias).
    ● Tempo médio de espera de 186 dias para biópsia cirúrgica de mama.
    ● Tempo médio de espera de 58 dias para mamografia.
    ● Tempo médio de espera de 93 dias para ecografia de mama.

    Quem realiza esta campanha

    Instituto Umanizzare

    Fundado em 2016 por Grace Justa e Ana Maria Osmala, o Instituto Umanizzare é uma organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento e a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade. Com o Programa Dona de Mim, a entidade atende mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social, oferecendo suporte psicológico, jurídico e social. Somente no ano de 2024, mais de 400 mulheres foram atendidas no âmbito do programa. Toda a equipe profissional do Umanizzare é composta por voluntários, além dos profissionais parceiros, que atuam em seus próprios locais de trabalho. Com sede no Núcleo Bandeirante e reconhecido por prêmios como o da Segunda Vice-Presidência do TJDFT, o Umanizzare é uma referência de acolhimento e empoderamento.

    Grace Justa

    Fundadora do Instituto Umanizzare e delegada de polícia civil aposentada, Grace se dedicou por anos ao combate à violência de gênero. Com uma extensa carreira na defesa dos direitos das mulheres, Grace foi a idealizadora do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Distrito Federal. Atuou como Diretora Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher – Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante quase três anos e, atualmente, preside a Comissão de Violência de Gênero do Instituto Brasileiro de Direito da Família do Distrito Federal. Acredita que juntas, as mulheres podem transformar o sistema e garantir respeito para todas. Sua participação na campanha “Esse Outubro Não é Rosa” é uma extensão desse compromisso.

    Carolina Toledo

    Carolina Eugenio Rubim de Toledo é advogada, ex-Juiza de Direito, mediadora de conflitos, voluntária e instrutora do Instituto Umanizzare. Acredita que toda mulher, independentemente de sua condição financeira, deve ter acesso a tratamento de saúde digno e imediato. Para Carolina, o cuidado e a dignidade são direitos inalienáveis, e é com esse espírito que se une à campanha em defesa da vida de Fátima e de tantas outras mulheres que aguardam tratamento nas filas do SUS. Seu compromisso é emprestar sua voz na defesa da saúde pública mais justa, que acolha e trate todas as mulheres com a urgência necessária para alcançar resultados e salvar vidas.

    Cláudia Pereira

    Cláudia é médica e voluntária do Instituto Umanizzare. Formada pela UNICAMP, atua na nutrologia do Hospital Santa Lúcia Sul como médica da Ibranutro e em sua clínica particular. Ela própria é paciente oncológica e acabou de enfrentar o tratamento de uma recidiva de câncer de mama e compreende a urgência de um tratamento ágil. Diferentemente de Fátima, Cláudia teve acesso ao tratamento imediato na rede privada. Mas, acima de tudo, ela acredita que o acesso fácil ao tratamento é direito de todas as mulheres, não apenas daquelas que dispõem de planos de saúde. Cláudia é uma das líderes dessa campanha em favor da vida de Fátima e de todas as mulheres com câncer de mama que estão na fila do SUS. E dedica sua participação para que outras mulheres possam ter a mesma chance de sobrevivência que ela teve.

    Luciana Salvatore

    CEO da Movimenta Filmes e voluntária no Instituto Umanizzare, Luciana é documentarista e criadora do projeto “Mulheres Visíveis”. Para ela, o audiovisual é uma poderosa ferramenta de transformação social, e a campanha “Esse Outubro Não é Rosa” representa um compromisso com a vida de todas as mulheres. Com autenticidade e sensibilidade, Luciana dirigiu e produziu a campanha na busca de provocar impacto profundo e chacoalhar a sociedade através das mídias sociais fazendo com que a população e as autoridades debatam e trabalhem para criar as soluções para que o câncer de mama seja enfrentado de maneira ágil e humana.